O verniz e os depósitos carbonosos são responsáveis por algumas das falhas mais catastróficas, caras e difíceis de diagnosticar na indústria moderna. Eles travam válvulas servo-pilotadas, superaquecem rolamentos, entopem filtros e causam paradas inesperadas em turbinas sem que as análises de óleo convencionais emitam qualquer sinal de alerta. Para eliminar essa ameaça, a Confialub uniu duas disciplinas internacionais em um combo inédito de engenharia forense: VIM (Identificação e Medição) e VPR (Prevenção e Remoção).
Na primeira fase do treinamento (VIM), você aprenderá o "porquê" e o "como": decodificará a composição química do verniz, entenderá a dinâmica com que um produto de decomposição térmica ou oxidativa se transforma em depósito e dominará a especificação e interpretação de ensaios laboratoriais ultraespecíficos. O curso detalha testes como MPC (Colorimetria por Membrana), RULER (Voltametria), FTIR (Infravermelho) e QSA. Na segunda fase (VPR), o foco muda para a engenharia de combate: você ganhará critérios técnicos rigorosos para selecionar, dimensionar e instalar tecnologias de mitigação no chão de fábrica, incluindo sistemas ELC (Condicionamento Eletrostático de Líquidos), BCA, resinas de troca iônica, mídias filtrantes avançadas e procedimentos seguros de flushing.
Ministrado por engenheiros especialistas que projetam soluções de confiabilidade para as maiores indústrias do Brasil desde 2006, este combo entrega ferramentas com aplicação prática imediata. Ao concluir a especialização, você estará totalmente capacitado a correlacionar testes complexos, desenhar planos proativos de controle de contaminação e liderar intervenções de campo cirúrgicas, devolvendo a previsibilidade e a máxima rentabilidade aos ativos mais valiosos da sua planta.
Nível de Experiência Necessário:
Máster: Desenvolvido para engenheiros de confiabilidade, inspetores de manutenção preditiva, analistas de óleo seniores, especialistas de fabricantes de lubrificantes e técnicos encarregados da integridade de ativos de alta criticidade (turbinas, grandes compressores e sistemas hidráulicos severos).
VPR
- Problemas associados com a presença de verniz e depósitos (20%)
- Restrição de fluxo, falta critica de lubrificante e entupimento do filtro
- Restrição de movimento, fricção estática (stiction) e travamento por silte
- Aumento de fricção e efeito sobre a eficácia
- Transferência de calor deficiente
- Funcionamento dos rolamentos
- Necessidade de descargas
- Degradação acelerada do lubrificante
- Propriedades de desempenho do lubrificante
- Fatores que afetam a decomposição (28%)
- Efeito do fluido base na decomposição e formação de depósitos:
- Grupos I – IV mais propenso a oxidação.
- Demasiado apolar – ponto de saturação relativamente mais baixo.
- Grupo V propenso a hidrolise (ésteres), degradação térmica (PAGs) e oxidação (discussão limitada).
- Relativamente polar – ponto de saturação relativa mais alto.
- Seleção do Aditivo.
- Antioxidantes de amina, antioxidantes fenóis e aditivos antidesgaste.
- Sinergia e anti-sinergia do aditivo.
- Contaminação:
- Catálise por ácidos ou metais de desgaste (superfícies cúpricas, babbitt etc.).
- Impacto da água.
- Produtos químicos de processo (H2S, gases de processo, H2, He etc.).
- Mistura de óleos (manutenção inadequada, vazamentos, etc.).
- Temperatura:
- Lei de Arrhenius.
- Excursões de alta temperatura (microdiesel, descarga eletrostatica, etc.).
- Oxidação do estoque de base e aditivos.
- Eliminação do aditivo.
- Separação de fases do estoque base de óleo.
- Métodos proativos que podem ser usados para minimizar a decomposição do óleo (16%)
- Manter a temperatura baixa durante o serviço e a estocagem.
- Manter o óleo limpo e seco.
- Usar formulações termicamente/oxidativamente robustas.
- Usar óleos com alta capacidade de retenção de impurezas (IHC).
- Cobertura de nitrogénio (cria potencial para gás/nitração arrastado).
- Aditivos antioxidantes.
- Aditivos gastos podem em realidade contribuir para a formação de depósitos.
- Controle de aeração e espuma.
- Controle de descargas eletrostáticas
- Manter excelente saúde dos fluidos
- Métodos e tecnologias que podem ser usados para remover produtos de decomposição do óleo e/ou evitar formação de depósitos (36%)
- Filtragem de partículas (pros e contras)
- Precipitação e aglomeração. (pros e contras)
- Separação centrífuga (prós e os contras)
- Resinas de troca iônica (prós e os contras)
- PAGs solúveis em óleo (prós e os contras)
- Descarga química (prós e os contras)
- Detergentes e solventes (prós e os contras)
- Melhoradores de solubilidade (prós e os contras)
- Filtros antifaíscas/antiestáticos
VIM
- Problemas associados com a presença de verniz e depósitos (20%)
- Restrição de fluxo, falta critica de lubrificante e entupimento do filtro
- Restrição de movimento, fricção estática (stiction) e travamento por silte
- Aumento de fricção e efeito sobre a eficácia
- Transferência de calor deficiente
- Funcionamento dos rolamentos
- Necessidade de descargas
- Degradação acelerada do lubrificante
- Propriedades de desempenho do lubrificante
- Composição de verniz e de depósitos (24%)
- Produtos de decomposição de lubrificante
- Visão geral de oxidação
- Mecanismo e produtos de decomposição (discussão sobre óleos-base e aditivos)
- Nitração
- Visão geral de hidrólise
- Mecanismo e produtos de decomposicao (discussão sobre óleos-base e aditivos)
- Visão geral de termólise
- Mecanismo e produtos de decomposição
- Compressão de gás adiabático (incluindo o diesel)
- Carbonização de parede quente (coqueificação e depósitos inorgânicos)
- Descarga eletrostática (coqueificação)
- Degradação térmica a granel
- Combustão a partir de motores
- Contaminação
- Refrigerantes
- Produtos químicos de processo
- Produto da combustão/gás soprado “blow-by” (fuligem, etc.)
- Contaminação cruzada (lubrificantes incompatíveis, precipitação aditivada)
- Inibidor de fase de vapor
- Metais lixiviados
- Ingressão NOX (aplicações em compressores)
- Contaminação radiológica em plantas nucleares
- Como os produtos de decomposição e contaminantes se tornam depósitos (24%)
- Solubilidade dos produtos de decomposição:
- Leis de solubilidade
- Polaridade
- Efeito de temperatura
- Micelle (CMC)
- Aglomeração
- Solúvel - equilíbrios insolúveis, saturação e capacidade de retenção de impurezas (IHC)
- Técnicas de análise de óleo que podem ser usadas para avaliar a decomposição e a propensão à formação de depósitos (32%)
- Potencial MPC do verniz
- Descrição do teste
- Importância do preparo da amostra (omitir luz, calor 24 horas, incubar 72 horas)
- Estudos de Casos
- Número ácido
- Detecta produtos de oxidação e produtos de hidrólise (ésteres)
- Precursor de verniz e promotor de decomposição acelerada
- Diminuição pode indicar esgotamento do aditivo (aditivos gastos podem levar a depósitos)
- FTIR
- Detecta produtos de oxidação (precursores de verniz)
- Fuligem
- Nitração
- Sulfatação
- Oxidação
- Esgotamento do aditivo
- RULER
- Rápida avaliação do pacote de antioxidantes restante
- TOST/RPVOT
- ISO 4406
- Detecção de particulars moles
- Teste de coqueria de paine (coker test)
- Ultracentrífuga
- Teste da mancha (mata-borrão)
- Inspeções físicas por amostragem
- Métodos de Inspeção
- OOT/OIT (temperatura de início da oxidação e tempo de indução à oxidação)
- Teste Noack de Volatilidade
Este treinamento ainda não tem depoimentos.
Porque o verniz se origina de produtos de degradação molecular degradados que, inicialmente, estão dissolvidos no óleo quente. Quando o fluido resfria ou sofre quedas de pressão, esses compostos saturam e precipitam na forma de uma película insolúvel e pegajosa nas superfícies metálicas. Como são partículas submicrônicas e insolúveis moles, os contadores de partículas ópticos e os testes de viscosidade comuns simplesmente não conseguem mapeá-los, exigindo ensaios específicos como o MPC.
O módulo VIM (Identificação e Medição) é focado na ciência do diagnóstico: entender os fatores de degradação do óleo, coletar as amostras de forma correta e analisar os dados laboratoriais para quantificar o potencial de verniz. O módulo VPR (Prevenção e Remoção) é focado na engenharia de soluções: escolher a tecnologia física ou química exata para remover os depósitos já existentes e blindar o sistema contra novas formações.
O treinamento é focado em sistemas de lubrificação e circulação de alta criticidade e severidade, onde pequenas tolerâncias de folga e variações térmicas são comuns. Os principais exemplos incluem turbinas a gás e a vapor (geração de energia), grandes compressores centrífugos, sistemas hidráulicos industriais de alta pressão, redutores de velocidade críticos e sistemas de controle de turbinas (EHC).
Sim. Um dos grandes diferenciais do módulo VPR é dar total autonomia e imparcialidade técnica ao profissional. Você aprenderá a avaliar cenários reais para decidir quando utilizar sistemas de separação eletrostática (ELC), tecnologias de adsorção química por resinas, filtros de profundidade de celulose ou quando a situação exige uma parada para a realização de flushing químico.
A aplicação é imediata através de ferramentas e guias procedimentais. No retorno à planta, você já conseguirá reavaliar o plano de análises dos seus ativos críticos, solicitando os ensaios complementares corretos (como MPC e RULER), construindo gráficos de tendência e estruturando um plano de ação proativo baseado em risco para interceptar o verniz antes que ele provoque o travamento de uma válvula essencial.